Torre de Babel

Foi o primeiro projeto de construção desde a iniciativa de Caim (foragido, que matou o próprio irmão Abel) de edificar uma cidade. Esse povo pertencia a uma linhagem de rebeldes e ímpios, um povo orgulhoso e soberbo, com uma postura que desagradava a Deus. Inclusive, Babel é posteriormente associada com a Babilônia, nomenclatura usada em toda a bíblia como um símbolo de orgulho e rebeldia contra Deus.  “O episódio da Torre de Babel e dispersão da humanidade é um dos assuntos mais presentes na memória dos povos.  Prefigurou também momentos caóticos que se repetiriam em muitos lugares em épocas históricas posteriores, inclusive nos dias de hoje”. A banalidade do mal pode ser vista e sentida em nosso cotidiano, seja através da reprodução de discursos de ódio – que são diariamente difundidos pela grande massa “midiatizada” –, seja no desrespeito aos direitos humanos, ou mesmo a banalização da violência no cotidiano. A incapacidade de pensar ainda é um dos grandes problemas de nosso tempo, que produz neo-fascismos em nosso país, já que ainda é mais fácil agir que pensar.A futilidade do consumo exacerbado, o sistema dominante que produz corrupção e desigualdades estruturais, a violência estrutural que mesmo silenciosamente destrói e aniquila subjetividades, sem contar as guerras que colocam povos contra povos ainda em nosso tempo são exemplos da banalidade do mal em nosso cotidiano, onde sem pensar, sem refletir sobre sua condição e suas ações, pessoas – os ninguéns – produzem e reproduzem o mal.